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A VITÓRIA DO TERROR SOBRE O ESPORTE

Por Adilson Dutra*

No domingo amanheci disposto a ficar plugado na tevê, a programação me atraia, e poderia ver de perto os primeiros jogos da Copa da África e medir a força da Costa do Marfim, adversária do Brasil no Mundial 2010. As novidades africanas não eram boas, o atentado ao selecionado de Togo foi uma barbárie sem tamanho e ganhava novos capítulos, que por sinal não andam no mesmo nível da global “Viver a Vida’, muito pelo contrário, estava mais para “Ver a Morte de Perto”.

Abri a manhã esportiva assistindo o voleibol - praia e quadra - e logo depois desisti da programação normal da televisão e apelei para um bom DVD, aliás presente de Marina no meu aniversário, e lá vai o “Baile do Simonal” para a telona e o som, de mais de mil wats, totalmente aberto para que todos possam admirar o som espetacular do saudoso Simona, um dos maiores intérpretes deste planeta música.

Enquanto Maria Rita, Seu Jorge, Rogério Flausino e outros desfilavam as músicas da geração maravilhosa, eu dedilhava aqui na Internet em busca de novas notícias sobre o incidente em Angola e procurava saber se teríamos ou não a competição africana, que reúne as dezesseis melhores seleções daquele continente negro, que infelizmente vive em constante conflitos e as lutas ganham muito mais espaço do que a bola.

O governo de Angola, sede do evento, prometeu reforçar a segurança das equipes e dos torcedores na região de Cabinda, Província de Angola, local de conflitos separatistas e do atentado que atingiu o ônibus da equipe do Togo.
Políticos e dirigentes africanos falaram, sem revelar números, em dobrar o contingente de soldados.

"Garanto que, no momento, temos todas as condições de realizar com êxito a competição e podemos assegurar a tranquilidade e a segurança de todas as pessoas, como foi previsto pela organização", declarou Gonçalves Muandumba, ministro dos Esportes de Angola.

Seria isto que eu queria ver, ler ou ouvir sobre a Copa da África? Não. Nem eu, nem você e ninguém com a cabeça voltada apenas para o esporte que une os povos e provocava, isto mesmo, provocava a paz nos tempos de Eusébio e Pelé, protagonistas de grandes duelos, em campo, diga-se de passagem, nos belos anos sessenta.

MUDANÇA NO PARQUE -

Sabe aquela velha história do "eu já sabia"? Cipriano Alexandre foi demitido pelo Americano antes mesmo do inicio do Estadual 2010. Os dirigentes alegam incompetência, mas será que somente agora observaram o trabalho do treinador? Os dirigentes alegam que os reservas sempre venciam os titulares. Será que não contrataram os caras errados? Os dirigentes alegam que precisam de um treinador experiente. Será que somente agora descobriram que Cipriano era inexperiente?

Pelo que vi, no amistoso contra o Macaé Esporte, quando Luciano Viana, à beira do gramado, gritava com o time como se fosse ele o comandante, senti que algo de errado estava acontecendo, mas como era o primeiro amistoso do time e início de trabalho, dei um crédito de confiança, mas uma pulga estava na orelha do treinador.

Heron Ricardo, velho conhecido de César Gama, assume o cargo e muita gente diz “eu já sabia” desde que o treinador começou a fazer lobby junto ao Americano. A demissão de Cipriano Alexandre acontece na hora que Heron deu sinal verde para negociar com um clube da Brasil, ou seja, quando o mercado lá fora ficou mais complicado.

O grande erro, no início da temporada, pode influenciar na campanha do time no campeonato e, como já afirmei aqui em outras oportunidades, será preciso de um jogo muito bom para se manter entre os seletos participantes da elite, já que o alvinegro não tem a simpatia dos cariocas e é, realmente, o bola da vez ao lado do Friburguense. Cuidado.


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