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Secretaria de Saúde investe no apoio aos municípios para garantir continuidade do tratamentoPlano Estadual de Controle e Eliminação da Tuberculose vai destinar R$ 246,3 milhões em cinco anos para combate à doença no estado

Agosto é o mês que marca a luta contra a tuberculose no Estado do Rio de Janeiro. E nesta sexta-feira (06), Dia Estadual de Luta Contra a Tuberculose, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) faz um alerta sobre a importância do diagnóstico e conclusão do tratamento. Para marcar a data, o Palácio Guanabara, sede do Governo do Estado, foi iluminado com a cor vermelha em alusão ao dia. Durante o mês, serão promovidas capacitações e eventos sobre acolhimento ao paciente e apoio à adesão ao tratamento, além da realização de ações preventivas nas secretarias municipais de Saúde. Outras atividades serão promovidas pelo Fórum de Tuberculose RJ e outros parceiros.

Em março, numa parceria com a Assembleia Legislativa do Estado (ALERJ), a SES lançou o Plano Estadual de Enfrentamento à Tuberculose. O programa vai destinar R $246,3 milhões oriundos de verbas parlamentares para o combate à doença, nos próximos cinco anos. Já em 2021, devem ser investidos R$106,3 milhões. O plano é dividido em várias etapas e uma das primeiras a ser cumprida, ainda neste semestre, é a descentralização de verbas para que os municípios possam disponibilizar cesta básica ou cartão alimentação para pacientes em tratamento.

– Estamos trabalhando no Plano Estadual de Controle e Eliminação da Tuberculose para que possamos apoiar os municípios nas ações descentralizadas. O estado do Rio ainda tem um alto índice de casos e de abandono do tratamento. Precisamos urgentemente reverter esse cenário, apoiando as secretarias municipais, garantindo que a população tenha acesso ao tratamento na sua região – destacou o secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe.

O Plano de Enfrentamento à Tuberculose no Estado inclui nove eixos de ação: investimentos na rede de atenção à saúde; aquisição de equipamentos e contratação de serviços de manutenção e de transportes; capacitação e qualificação; recursos humanos; suporte social; desenvolvimento de projeto para redução do abandono de tratamento; aquisição de insumos para exames laboratoriais e de imagens; fortalecimento do controle social e suporte social e logístico à população vivendo em situação de rua. O objetivo das medidas é promover um conjunto de ações que permitam reduzir a incidência e a mortalidade por tuberculose no estado.

– Esse projeto é um grande desafio para todos nós. Nosso objetivo principal é reduzir esses números e impactar os dados no estado. Ainda existe muito abandono de tratamento. Quanto maior for o investimento nessa população, que precisa de recursos para não deixar de se tratar, mais sucesso teremos. O plano nos permite analisar as necessidades de cada município do estado e como podemos ajudá-los – afirmou o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, Mario Sergio Ribeiro.

Dados – Em 2020, foram notificados no estado 14.473 casos de tuberculose, sendo 11.677 novos casos da doença. Os dados são 8% menores quando comparados com 2019, que registrou 15.708 casos, entretanto o ano de 2020 sofreu impacto nos diagnósticos por causa da pandemia da Covid19. Quanto ao número de óbitos, em 2020 foram registrados 771 óbitos por tuberculose, 17% a mais do que em 2019, que registrou 659 mortes pela doença.
Levantamento da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde (SVAPS) apontou que 75,5% dos casos de tuberculose no estado foram registrados na região Metropolitana I, que abrange 60,7% da população fluminense. A capital, onde está localizado 38,9% dos moradores do estado, concentrou 54% dessas notificações. Os demais casos dessa região foram registrados na Baixada Fluminense. Já a região Metropolitana II foi responsável por 9,1% dos casos notificados, concentrados nos três municípios com maior população: São Gonçalo, Niterói e Itaboraí. As demais regiões de saúde do estado registraram 15,4% dos casos notificados em 2020.

Tuberculose – É uma doença transmissível que se dissemina com mais intensidade em municípios e áreas com maior densidade demográfica. Na capital e nos municípios da Baixada Fluminense, a alta incidência da doença está relacionada à grande concentração populacional. A tuberculose é a principal causa de morte entre pessoas com AIDS, correspondendo a média de 300 óbitos por ano.

Tratamento – A tuberculose é uma doença que tem tratamento com uso de medicamentos disponibilizados pelas unidades de saúde. Segundo recomendações da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde e, da SES, para que o estado consiga controlar a doença e comece a diminuir sua incidência, deverá alcançar o percentual de 85% de cura e abandono do tratamento menor que 5%.

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