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Madrinha do campeonato Mira Season, Katharine Coelho, conta sobre sua história e o cenário gamer

Letícia Barros | aguiarbleticia@gmail.com

Letícia Barros | aguiarbleticia@gmail.com

A tecnologia mudou nossa forma de viver, divertir e atuar. Há quem consiga a proeza de unir diversão e trabalho. Hoje em dia encontramos atletas de e-sports (modalidade esportiva) que se popularizaram e movimentam bilhões por todo o mundo.

No Rio de Janeiro encontramos algumas figurinhas que falam sobre esportes eletrônicos além das redes sociais, hoje trouxemos a madrinha do campeonato Mira Season, Katharine Coelho, para conversar um pouco sobre sua história e o cenário gamer.

“Aos 12 anos tive o primeiro contato com jogos eletrônicos dentro de uma lan house que frequentava. Aprendi a jogar CS (Counter-Strike) na marra e ao lado dos meus amigos. Naquele momento, percebi que algo tinha mudado na minha vida. Enquanto minhas amigas pediam dinheiro para comprar maquiagem e bonecas, comigo foi diferente, pois meus pais compravam fichas de jogo. Foi nessa lan house que participei do primeiro campeonato. Fiquei em penúltimo e percebi que precisava treinar para conquistar o lugar mais alto do pódio. Com o passar do tempo, acabei me encontrando em outros jogos. Fui do CS ao FIFA”, relatou Katharine.

Aos 16 anos, Katharine começou a trabalhar com eventos.

“Comecei como promoter de matinê. Achava chato ter que pedir dinheiro para os meus pais caso quisesse comer um lanche ou jogar na lan house. Era bem legal. Com o passar do tempo, aquelas minhas amigas começaram a jogar e frequentar minha casa. Virávamos a madrugada jogando. Lembro até hoje dos esporros que tomávamos. Sabe aquela famosa frase: NÃO SOU SÓCIA DA LIGHT? Escutei demais, mas foi por uma boa causa. Não tem como pausar um jogo online e não me sentia sozinha. Já passei por muita coisa dentro e fora dos jogos. Além dos xingamentos, era diminuída simplesmente por ser mulher”, completou.

Mesmo com o claro investimento das marcas no universo dos esportes eletrônicos, nota-se ainda uma defasagem quando o assunto é mulheres inseridas nas grandes competições de e-sports.

Katharine trabalha com esportes eletrônicos e atua como Relações Públicas do Circuito Brasileiro de Esportes Eletrônicos, CBEE, ao lado de mulheres independentes, como Eliane Valle e Amanda Monteiro. Ela também faz parte da Comissão Organizadora de Esportes Eletrônicos, COEERJ, que tem como foco a transformação social de jogadores e comunidades no cenário competitivo.

“Para mim é uma dádiva poder trabalhar com o que amo e ao mesmo tempo acompanhar a ascensão de mulheres nos e-sports tanto no Brasil, como no mundo. Além de sentir orgulho das conquistas de tantas jogadoras, influenciadoras e técnicas, devo frisar que grande parte da representatividade feminina no cenário se dá ao apoio da Eliane Valle, que luta e inspira a tantas outras que tendem a atuar no meio”, disse.

O cenário, no Brasil, tornou-se popular por meio das lan houses. A acessibilidade a uma rede rápida e de qualidade proporciona este sucesso em negócios lucrativos com espaço e notoriedade.

Hoje em dia o cenário profissionaliza e inova. É possível encontrar vários campeonatos que promovem o acesso dos jovens ao mercado de trabalho através de oportunidades, como jogadores e comissão técnica. Os esportes eletrônicos movimentam a geração de renda, que por sua vez é a melhor forma de transformação social e inclusão.

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